Perfil em rede social defende serralheiro preso por morte de professor em Várzea Grande
Página criada por parentes de suspeito contesta investigações policiais, enquanto laudo pericial detalha extrema violência no homicídio.
Um perfil criado recentemente em uma rede social por familiares de um serralheiro preso preventivamente tem gerado debates acalorados e críticas na internet. O suspeito, de 26 anos, é apontado pelas autoridades policiais como um dos envolvidos no assassinato do professor Breno Humberto de Moraes, de 25 anos, cujo corpo foi encontrado em uma área de mata no bairro 13 de Setembro, em Várzea Grande, no estado de Mato Grosso.
A página digital, batizada com o nome do investigado, já acumulou centenas de seguidores e reúne publicações em vídeo que tentam questionar a condução do inquérito policial. Entre o conteúdo divulgado estão trechos de declarações concedidas pelo delegado responsável pelo caso, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa. Os responsáveis pela conta alegam supostas falhas processuais e afirmam que o serralheiro teria sofrido agressões após sua captura na região do Manso, em Cuiabá.
De acordo com o andamento das apurações conduzidas pela autoridade policial, o suspeito prestou depoimento por várias horas após ser localizado, acabando por indicar o local exato onde a vítima foi enterrada. Os investigadores também apontam que o homem utilizou o aparelho celular do professor para se passar por ele em conversas com o irmão da vítima. Embora essa conduta tenha sido negada pelo investigado durante os interrogatórios, a polícia reafirma a convicção sobre essa dinâmica criminosa.
As linhas de investigação conduzidas no estado indicam que o crime pode ter sido motivado por uma suposta chantagem. A suspeita é de que o professor estivesse ameaçando expor relacionamentos extraconjugais do serralheiro, que é casado e tem uma filha. Paralelamente, a repercussão da página na internet gerou forte rejeição pública, com internautas promovendo denúncias em massa contra o perfil, o que resultou em discussões virtuais e respostas ásperas publicadas pelos administradores da conta.
Enquanto o debate virtual se intensifica, novas informações técnicas foram trazidas à luz por meio dos exames realizados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica no corpo da vítima. O laudo oficial apontou que o professor foi submetido a um grau elevado de violência, sofrendo múltiplos golpes de faca em áreas vitais, como o pescoço e o abdômen, além de ferimentos na região íntima. As análises periciais confirmaram que todas as lesões foram desferidas enquanto a vítima ainda estava viva, sendo a causa do óbito um choque hemorrágico agudo. As buscas continuam para localizar outros dois suspeitos apontados de participação no crime.















