Cáceres celebra 248 anos consolidando polo no Pantanal de Mato Grosso
Município histórico às margens do rio Paraguai aposta em zona de processamento e corredor bioceânico para impulsionar a economia regional.
Situada às margens do rio Paraguai e na divisa com a Bolívia, a cidade de Cáceres completou 248 anos de fundação nesta terça-feira (6). O município abriga 91.909 habitantes e desempenha um papel central na economia e na história de Mato Grosso, funcionando como importante porta de entrada para o bioma pantaneiro e referência para dezenas de localidades vizinhas na região oeste do estado.
A base econômica local destaca-se principalmente pela pecuária extensiva. Os campos e pastagens da região abrigam um rebanho superior a 1,4 milhão de bovinos, conferindo ao município a marca de maior produtor de gado bovino em todo o território mato-grossense. Além da atividade agropecuária, a identidade cacerense está profundamente ligada aos recursos hídricos, sendo palco tradicional do Festival Internacional de Pesca Esferiva e cenário de forte apelo turístico.
Na área de infraestrutura e comércio internacional, a administração local projeta avanços expressivos com a implantação da Zona de Processamento de Exportação batizada em homenagem ao engenheiro Adilson Reis. A cidade também se prepara para receber o primeiro free shop terrestre do estado, empreendimento com doze segmentos comerciais variados e limite de compras estabelecido em quinhentos dólares por CPF a cada trinta dias.
A localização geográfica estratégica coloca o município no centro de discussões sobre rotas de escoamento e cooperação sul-americana, especialmente por meio da Hidrovia Paraná-Paraguay e de articulações em torno do futuro Corredor Bioceânico. Essa rota rodoviária pretende aproximar a produção mato-grossense dos portos localizados no oceano Pacífico, passando pelo território boliviano em direção a terminais chilenos e peruanos.
Originalmente estabelecida em 1778 pelo governador Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres para garantir a soberania territorial portuguesa na fronteira, a localidade evoluiu de um posto de defesa isolado para um centro polivalente. Hoje, além do forte apelo cultural e natural, enfrenta desafios urbanos na área de saneamento e questões de segurança pública decorrentes da proximidade com rotas internacionais de entorpecentes.















