Colônia penal em Santo Antônio de Leverger implanta café em MT
Iniciativa na Colônia Penal Agrícola de Palmeiras envolve viveiro de mudas e cafezal irrigado com apoio de órgãos estaduais em Mato Grosso.
A Colônia Penal Agrícola de Palmeiras, situada no município de Santo Antônio de Leverger, está estruturando uma nova frente de produção rural voltada para o cultivo do café Robusta Amazônico. O planejamento compreende a instalação de um viveiro de mudas com mil metros quadrados e de um cafezal irrigado de cinco hectares, com a finalidade de expandir as atividades agrícolas, proporcionar qualificação profissional aos detentos e fortalecer a reintegração social por meio do trabalho no campo. A proposta faz parte do programa denominado Semeando um Novo Futuro - Reintegração no Campo.
A iniciativa foi debatida inicialmente em reunião com o desembargador Orlando Perri e avançou após visita técnica realizada pela secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, à unidade prisional. O encontro também contou com a presença do secretário adjunto da pasta, Bruno Casavechia, além de representantes da Secretaria de Estado de Justiça e da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural.
Durante a visita, a secretária Andreia Fujioka pontuou a relevância das atividades produtivas na construção de novas oportunidades para os detentos. É muito bom ver as pessoas privadas de liberdade envolvidas em atividades produtivas, afirmou, acrescentando que o trabalho e o aprendizado podem abrir novas perspectivas para o futuro.
No aspecto técnico, a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural será responsável por orientar a execução do projeto e a seleção dos clones de café mais apropriados às características locais de solo. A escolha considerará critérios como produtividade, qualidade da bebida e adaptação ao clima da região, incluindo análises sobre a disponibilidade de água e a estrutura exigida para a irrigação.
O engenheiro agrônomo e pesquisador da empresa, Wininton Mendes, ressaltou que o acompanhamento especializado é fundamental para assegurar a qualidade das mudas e definir os materiais mais indicados para o plantio. Vamos dar todo o apoio à implantação e indicar os materiais mais adequados com base nas pesquisas que consolidamos no estado, para que os produtores tenham acesso a mudas de qualidade, declarou.
O diretor do estabelecimento penal, Jorge Fontes, enfatizou que a iniciativa amplia as alternativas educacionais e o valor do trabalho agrícola no sistema prisional. Na unidade, o trabalho agrícola valoriza as habilidades e oferece oportunidades de aprendizado, afirmou, destacando que o projeto vai ampliar as atividades e contribuir para a qualificação e a reintegração social.















