Dívidas bilionárias revoltam presidente do Cuiabá em MT
Times que cumprem obrigações financeiras em dia sofrem desvantagem técnica no campeonato nacional.
O gestor principal do Cuiabá expressou forte indignação diante da leniência financeira que impera no cenário do futebol brasileiro. Durante entrevista concedida na última quarta-feira (23), o dirigente apontou que a ausência de fiscalização efetiva prejudica diretamente as agremiações que mantêm as contas equilibradas no estado de Mato Grosso e em outras regiões do país.
No centro da reclamação estão equipes tradicionais que acumulam débitos expressivos pela aquisição de atletas, mas continuam realizando contratações de alto custo salarial. A situação gera um desequilíbrio evidente na tabela de classificação, permitindo que times endividados mantenham competitividade esportiva de forma irregular frente a adversários rigorosamente adimplentes.
Somente em relação ao clube paulista da baixada santista, a pendência financeira ultrapassa R$ 18,6 milhões referentes à negociação do zagueiro Joaquim e ao repasse por revenda internacional. A condenação aplicada pela entidade máxima do futebol nacional ocorreu na última terça-feira (22), determinando o repasse dos valores devidos à instituição mato-grossense.
O passivo total acumulado por diferentes equipes junto ao caixa da equipe auriverde já supera a cifra de R$ 40 milhões. A lista de devedores inclui também o Corinthians, com parcelamentos estendidos pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas, além de pendências ligadas ao Sport e tratativas envolvendo o Grêmio.
Para a diretoria do clube da capital mato-grossense, o cenário atual configura uma distorção grave nas regras de disputa. Enquanto gestões prudentes sofrem penalizações esportivas, concorrentes insolventes seguem registrando reforços caros e disputando posições privilegiadas no campeonato nacional sem quitar seus compromissos.















