Eleições em Mato Grosso: propostas e críticas marcam horário político
Disputa pelo governo estadual traz debates sobre obras paralisadas, políticas para mulheres e continuidade administrativa na TV.
A propaganda eleitoral gratuita para o governo do estado de Mato Grosso exibida nesta quarta-feira (9) trouxe diferentes enfoques e propostas dos candidatos que disputam o comando do Executivo estadual. O espaço na televisão e no rádio destacou desde a defesa de realizações administrativas até críticas contundentes à gestão atual de infraestrutura.
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que tenta a reeleição, abriu o bloco direcionado aos postulantes ao governo. A campanha destacou a inserção feminina nos postos de comando da administração pública e apresentou a vice da chapa, Gisela Simona (União). O programa resgatou a trajetória política do governador no município de Lucas do Rio Verde e exibiu depoimentos de beneficiárias de iniciativas sociais como o 'Ser Capacita' e o 'Ser Criança'.
Em contrapartida, o senador Wellington Fagundes (PL) direcionou sua campanha para criticar o volume de empreendimentos inacabados sob a responsabilidade do atual governo. A propaganda apontou a existência de dezenas de empreendimentos paralisados e prometeu a criação de mutirões para finalizar unidades de saúde, creches e escolas. Entre as promessas apresentadas aos eleitores estão a pavimentação de mil quilômetros rodoviários anualmente e a troca de pontes de madeira por estruturas de concreto.
Já a médica Natasha Slhessarenko (PSD) focou seu tempo de antena na formulação de políticas públicas voltadas à proteção feminina e ao enfrentamento da violência de gênero. A candidata defendeu a fundação da Secretaria da Mulher, o estabelecimento de unidades especializadas de atendimento e a criação da rede de acolhimento 'Redes Mulher MT', integrando diferentes órgãos de segurança e justiça.
A disputa ao Palácio Paiaguás também conta com nomes como Rafaell Milas (Missão), Sargento Lauricério (Agir) e Maurício Coelho (Mobiliza). No entanto, esses candidatos não possuem tempo garantido no horário eleitoral gratuito em razão das regras vigentes da cláusula de barreira, que limitam o acesso de siglas sem representatividade parlamentar mínima aos fundos públicos e às inserções de rádio e televisão.















