Empresas em MT se preparam para impactos da Reforma Tributária

Especialistas orientam o setor produtivo mato-grossense a revisar contratos, fluxo de caixa e créditos fiscais antes da vigência das novas regras.

Por Redação • 23/10/2026 09:29 • 10 acessos
Empresas em MT se preparam para impactos da Reforma Tributária

As companhias precisam iniciar imediatamente a avaliação sobre os efeitos da Reforma Tributária em suas rotinas contratuais, operacionais e de fluxo de caixa. O alerta foi emitido durante o Seminário Impactos da Reforma Tributária no Comércio Exterior, promovido pelo Conselho Temático Tributário da Federação das Indústrias de Mato Grosso.

Gestores e empresários foram orientados a não aguardar a plena implementação das novas normas para identificar riscos e oportunidades. A análise prévia possibilita dimensionar a incidência de novos tributos, mapear créditos fiscais vigentes, verificar incentivos e examinar eventuais necessidades de mudanças estruturais.

Durante o evento, o advogado especialista Yuri Witczak apresentou um roteiro com dez questionamentos práticos voltados a organizações que operam com importação e exportação. Entre os aspectos abordados estão a simulação dos efeitos do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) no caixa das operações, além da revisão de modelos de importação e regimes tributários.

O especialista reforçou que a adaptação não pode ser postergada. “A Reforma Tributária não é uma mudança que a empresa poderá deixar para resolver apenas quando as novas regras entrarem plenamente em vigor. É preciso começar agora a mapear operações, contratos, créditos, fornecedores e impactos no fluxo de caixa”, declarou Yuri Witczak sobre a urgência do planejamento estratégico.

Para o superintendente da Fiemt, Lucas Barros, o acesso à informação qualificada funciona como ferramenta indispensável para que o setor produtivo se antecipe às transformações regulatórias. “Discussões como essa são fundamentais porque a Reforma Tributária traz mudanças profundas e que vão repercutir diretamente na atividade empresarial”, pontuou.

Em paralelo, a cadeia industrial de alimentos em Mato Grosso também movimenta-se para compreender os reflexos normativos, incluindo debates específicos voltados ao setor lácteo e ao planejamento de governança fiscal corporativa até o final de 2026.

Este conteúdo foi publicado originalmente por MT Econômico e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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