Júlio Campos defende CPI na ALMT após Operação Heritage em MT
Parlamentar afirma que faltam assinaturas para viabilizar comissão de inquérito e menciona possível investigação sobre empréstimos consignados.
A recente ofensiva da Polícia Federal, batizada de Operação Heritage, voltou a pressionar os parlamentares em Mato Grosso para a abertura de uma investigação formal no âmbito estadual. Para o vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Júlio Campos, o avanço das autoridades federais não gerou espanto, visto que denúncias correlatas já haviam sido encaminhadas a múltiplos órgãos de controle no passado por gestões anteriores.
Segundo o parlamentar, a ausência de apuração prévia por parte das instituições locais permitiu que o episódio permanecesse sem o devido rigor investigativo dentro do estado. Diante do novo cenário trazido pelas diligências federais, o deputado avalia que o Poder Legislativo estadual precisa assumir o protagonismo e retomar as tratativas para instituir uma comissão de inquérito direcionada ao caso da telefonia.
Para que a comissão saia do papel, no entanto, ainda são necessárias algumas rubricas de adesão parlamentar. De acordo com o representante do Legislativo, faltam apenas uma ou duas assinaturas para atingir o quórum necessário. Além disso, o parlamentar indicou que o escopo de investigações futuras poderá abranger também o setor de empréstimos consignados, apontado por ele como outra área sensível passível de desdobramentos policiais iminentes.
A Operação Heritage concentra esforços em apurar supostos delitos contra o Sistema Financeiro Nacional, além de investigações sobre peculato, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e uso indevido de informações privilegiadas. A investigação aponta indícios de que transações financeiras ligadas ao acordo entre a administração estadual e a empresa de telefonia tenham servido de canal para o desvio superior a trezentos milhões de reais, exigindo a devida responsabilização dos envolvidos.















