Laudo aponta que professor foi mutilado vivo em Várzea Grande, MT

Exame necroscópico detalha crueldade em crime investigado pela Polícia Civil no estado de Mato Grosso

Por Redação • 13/10/2026 13:52 • 7 acessos
Laudo aponta que professor foi mutilado vivo em Várzea Grande, MT

O laudo necroscópico referente à morte do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, revelou detalhes estarrecedores sobre a violência sofrida pela vítima em Várzea Grande, MT. Conforme o documento pericial, o educador foi alvo de múltiplos golpes de faca pelo corpo, incluindo três incisões na região genital perpetradas enquanto ele ainda mantinha sinais vitais.

A investigação conduzida pelas autoridades de segurança aponta que o óbito ocorreu em decorrência de um choque hemorrágico severo. Os danos mais críticos que provocaram a perda massiva de sangue atingiram diretamente os vasos sanguíneos localizados no pescoço e na região abdominal da vítima.

O paradeiro do educador era desconhecido desde o final de setembro, especificamente no dia 26, data em que ele deixou sua residência e não deu mais notícias aos familiares. Após intensas buscas no estado, o cadáver acabou localizado em uma área de brejo situada no bairro 13 de Setembro, após o próprio investigado apontar a localização exata aos agentes policiais.

A prisão de Elias Samuel Delgado da Silva, de 26 anos, ocorreu em 8 de outubro durante uma ação coordenada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa na zona rural do Manso, situada na capital mato-grossense. A legalidade da captura foi avaliada e mantida pelo Poder Judiciário durante a audiência de custódia realizada dois dias após a prisão.

Em sua oitiva formal perante a autoridade policial, o suspeito argumentou que sofria intensa pressão psicológica e chantagens por parte da vítima. A Polícia Civil segue apurando a veracidade dessa narrativa apresentada pela defesa.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, o suspeito relatou que o professor exigia encontros presenciais e ameaçava expor sua vida pessoal para sua esposa. A situação teria atingido o limite no dia do homicídio, quando a vítima enviou uma imagem da filha do investigado acompanhada de um ultimato sobre a destruição de sua família.

Este conteúdo foi publicado originalmente por Estadão MT e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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