Manejo de nematoides na soja avança em Mato Grosso
Aumento de parasitas nas lavouras do Cerrado exige planejamento precoce e uso de cultivares resistentes para evitar prejuízos bilionários.
As lavouras de soja nas principais regiões produtoras do estado enfrentam uma pressão cada vez maior de nematoides, parasitas que atacam o sistema radicular e prejudicam o desenvolvimento das plantas. Diante desse cenário desafiador, agricultores locais têm buscado alternativas para blindar o potencial produtivo e evitar quedas acentuadas na colheita.
Dados de mercado apontam que territórios agrícolas como Mato Grosso e Goiás lideram a implementação de variedades resistentes e registram expansão expressiva nas áreas submetidas a tratamentos específicos. Especialistas destacam que a prevenção deve iniciar antes mesmo da semeadura, substituindo a antiga prática de combater o problema apenas quando os danos já se tornaram visíveis no campo.
Estima-se que esses organismos gerem impactos bilionários anualmente na agricultura brasileira, com fatias expressivas concentradas exclusivamente na cultura da soja. Ao comprometerem a absorção hídrica e de nutrientes, os parasitas provocam sintomas como amarelecimento e falhas nas plantações, abrindo espaço para a entrada de fungos que agravam ainda mais a situação.
Para reverter esse quadro complexo e cumulativo, agrônomos reforçam que nenhuma medida isolada resolve o problema. A recomendação é aplicar um sistema integrado que envolva monitoramento constante, rotação de cultivos, uso de plantas de cobertura e tecnologias modernas de tratamento de sementes para preservar a rentabilidade da safra.















