Mato Grosso adiciona mais de 3 mil perfis de DNA em banco nacional
Expansão da genética forense amplia a capacidade de transformar vestígios biológicos em provas cruciais para a segurança pública estadual.
O estado de Mato Grosso registrou a inclusão de mais de três mil perfis genéticos no sistema nacional ao longo dos últimos cinco anos. A iniciativa integra um levantamento conduzido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para fortalecer a atuação da genética forense no combate à criminalidade e na localização de pessoas desaparecidas.
O volume expressivo de cadastros abrange diferentes origens de material biológico, incluindo amostras recolhidas em cenas de delitos, restos mortais sem identificação, parentes de desaparecidos, além de suspeitos e criminosos com condenação judicial. As informações são organizadas por meio da plataforma Codis, tecnologia criada pelo FBI que automatiza o cruzamento de dados biológicos em âmbito nacional.
As coletas obrigatórias de detentos sentendiados respondem pelo maior volume de registros no sistema. Um dos principais impulsionadores desse cenário foi a Operação Elos DNA, iniciada em julho do ano corrente, responsável por recolher amostras de 1.031 indivíduos e efetivar 843 novos cadastros no banco tecnológico.
O ritmo de cadastros apresentou aceleração expressiva entre 2024 e 2026. No intervalo de setembro de 2024 a setembro de 2025, o sistema recebeu 651 novas inserções, enquanto o período subsequente, encerrado em setembro de 2026, saltou para 1.537 registros, consolidando um crescimento aproximado de 136%.
Com o armazenamento digital, cada perfil inserido passa a ser confrontado automaticamente com vestígios biológicos recolhidos em investigações de todo o país. Essa dinâmica possibilita relacionar crimes de autoria desconhecida a suspeitos já fichados, auxiliando diretamente os órgãos policiais na elucidação de casos complexos.















