PT mira 500 mil faltosos em MT para alavancar Lula no 2º turno
Estratégia do partido no estado envolve conversas com moradores de várias cidades e diálogo com eleitores de candidatos eliminados.
A direção do Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso colocou em prática uma nova estratégia para tentar impulsionar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva na disputa de segundo turno contra Flávio Bolsonaro. O movimento ocorre após a legenda registrar uma retração de aproximadamente 52 mil votos no estado em comparação com o pleito de 2022, quando o atual presidente havia alcançado mais de 633 mil apoios na primeira etapa.
Para reverter o cenário e ampliar o desempenho eleitoral em um território marcado pela forte presença da direita, a sigla definiu como prioridade absoluta dialogar com os eleitores que não compareceram às urnas no início de outubro. Dados internos apontam que cerca de 500 mil pessoas deixaram de votar no estado, um contingente que a liderança partidária tenta convencer a participar da votação decisiva marcada para o próximo dia 25.
Segundo a presidente estadual da sigla, a deputada federal eleita Rosa Neide, o objetivo principal é investigar os motivos que levaram meio milhão de cidadãos à abstenção e construir um canal direto de comunicação com esse público. Além dos faltosos, a legenda pretende dialogar com eleitores que preferiram outros nomes na primeira fase e tentar captar apoios entre estudantes e idosos.
As ações de rua e as articulações políticas foram estendidas a diferentes regiões mato-grossenses, com passagens previstas por municípios estratégicos como Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Alta Floresta e Barra do Garças. A intenção é intensificar o corpo a corpo com os moradores e apresentar propostas ligadas à manutenção de investimentos públicos.
Durante a campanha de mobilização, os dirigentes também passaram a explorar o debate econômico, alertando sobre os riscos de eventuais cortes em áreas sensíveis. A avaliação interna é de que propostas de redução drástica de despesas federais podem afetar diretamente serviços essenciais e programas sociais voltados à educação e à saúde da população.












