Setor florestal de Mato Grosso projeta 700 mil hectares até 2040

Entidades do setor madeireiro entregam pautas estratégicas a candidatos ao governo estadual em busca de novos investimentos e desburocratização.

Por Redação • 25/09/2026 15:00 • 51 acessos
Setor florestal de Mato Grosso projeta 700 mil hectares até 2040

As principais coligações que disputam o governo de Mato Grosso receberam ao longo do mês de setembro uma série de propostas estratégicas voltadas ao desenvolvimento do setor de silvicultura. A iniciativa, conduzida pela Associação dos Reflorestadores de Mato Grosso, busca colocar o tema das florestas plantadas no centro das futuras políticas públicas e do debate econômico regional.

Atualmente, o território mato-grossense conta com uma área aproximada de 253 mil hectares dedicados ao cultivo florestal. Para atingir a meta estipulada de 700 mil hectares até o ano de 2040, o setor aponta a necessidade de superar gargalos estruturais e implementar mecanismos de incentivo financeiro adequados ao longo ciclo produtivo da madeira, que varia de sete a vinte anos.

Entre os pleitos apresentados estão a criação de um Fundo Garantidor de Crédito e de um Fundo Estadual de Investimento Florestal, ferramentas desenhadas para atrair recursos de bancos privados e fundos públicos. Além disso, a pauta inclui a modernização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, com pedidos de desburocratização, vistorias remotas e prazos mais curtos para emissão de licenças.

O plano também aborda a urgência de agregar valor à produção local, uma vez que cerca de 40 por cento da teca exportada pelo estado ainda deixa o país em forma bruta. A proposta envolve um programa estadual de incentivos fiscais para atrair indústrias de beneficiamento de celulose, papel e madeira processada, ampliando a oferta de empregos na cidade e no interior.

Os dirigentes do setor reforçam que a biomassa de eucalipto atua como um insumo indispensável para a agroindustrialização sustentável. A expansão das áreas cultivadas visa consolidar uma economia descarbonizada no estado, garantindo segurança energética e reduzindo a pressão sobre a vegetação nativa.

Este conteúdo foi publicado originalmente por MT Econômico e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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