TCE e Tribunal de Justiça criam rede de apoio em Mato Grosso
Iniciativa inédita busca solucionar carências de infraestrutura, diagnósticos e tratamentos especializados para a população vulnerável.
O Tribunal de Contas de Mato Grosso e o Tribunal de Justiça uniram forças para estabelecer uma rede de cooperação voltada ao atendimento de pessoas com deficiência e indivíduos neurodivergentes. A aliança institucional foi oficializada durante encontro entre dirigentes dos órgãos, com o propósito de articular soluções práticas e recursos direcionados para essa parcela da população.
Como primeiro passo prático da parceria, um seminário pedagógico está agendado para o dia 29 de outubro, na Escola Superior de Contas. O treinamento focará na capacitação de administradores públicos acerca de diretrizes voltadas ao Transtorno do Espectro Autista, TDAH, Síndrome de Down e outras condições, buscando superar falhas estruturais e garantir espaços físicos adequados com equipes qualificadas.
A articulação conjunta prevê a integração de diferentes esferas do poder público, incluindo Ministério Público e Defensoria Pública, para administrar gargalos assistenciais. Além disso, o Tribunal de Contas conduz um levantamento minucioso sobre a rede de atendimento na cidade e no restante do território estadual, revelando vazios assistenciais em regiões específicas e o baixo investimento governamental em comparação aos cofres municipais.
A alta demanda por diagnósticos precoces e terapias multidisciplinares pressiona prefeituras e famílias, que enfrentam longas filas de espera por profissionais como neurologistas, psicólogos e terapeutas ocupacionais. A nova estrutura pretende descentralizar o suporte por meio de equipes itinerantes e credenciadas para atender comunidades carentes com maior rapidez e eficiência.
Os dados levantados pelas auditorias em andamento serão consolidados e apresentados em futuras reuniões com lideranças políticas para redefinir o planejamento estratégico do estado. O objetivo central é transformar o suporte social em uma política contínua, garantindo infraestrutura e orçamento perenes para transformar o cenário da inclusão no estado.















