Suspeito de estupro morre após tortura em presídio de São Paulo
Indivíduo detido no litoral paulista sofreu graves lesões e infecção generalizada enquanto estava sob custódia do Estado.
Um homem que havia sido detido sob a acusação de estuprar uma criança em uma praia do litoral paulista faleceu após passar dias internado em uma unidade de terapia intensiva. O óbito aconteceu depois que o detento deu entrada em um estabelecimento prisional da capital apresentando queimaduras severas pelo corpo e sinais de violência extrema.
A prisão em flagrante ocorreu em 30 de agosto, após uma testemunha registrar em vídeo o momento em que o suspeito, que mantinha laços de amizade com a família da vítima, levou o garoto para a região inferior de um deck à beira-mar. Além do crime apurado inicialmente, registros policiais apontam que o indivíduo também teria sofrido abusos sexuais enquanto aguardava desdobramentos judiciais.
O documento oficial detalha que o preso foi transferido para o Centro de Detenção Provisória de Pinheiros I em 9 de setembro, já carregando marcas de graves lesões cutâneas. Apenas três dias mais tarde, em 12 de setembro, o estado de saúde do custodiado se deteriorou subitamente dentro do estabelecimento prisional, motivando seu encaminhamento inicial a uma unidade de pronto atendimento.
Na sequência, o paciente precisou ser transferido para a terapia intensiva de um hospital geral, onde permaneceu sob vigilância policial por uma semana. Conforme o boletim médico anexado à ocorrência, o quadro clínico evoluiu desfavoravelmente com falência renal e uma infecção generalizada originada pelas queimaduras na pele.
A Secretaria da Administração Penitenciária confirmou a data de entrada do detento e a presença das lesões no momento da admissão, mas pontuou que os protocolos médicos e de encaminhamento foram integralmente cumpridos, negando registros de agressões por parte de outros detentos na unidade da capital. O corpo foi sepultado em cerimônia realizada no litoral paulista, enquanto o caso segue sob investigação da Polícia Civil.














