Garimpo ilegal dispara até 660% em áreas protegidas de Mato Grosso

Unidades de conservação na Amazônia enfrentam avanço acelerado da extração de ouro e desafios na fiscalização ambiental.

Por Redação • 16/08/2026 03:08 • 209 acessos
Garimpo ilegal dispara até 660% em áreas protegidas de Mato Grosso

A expansão da extração mineral clandestina em reservas ecológicas na Amazônia mato-grossense atingiu marcas alarmantes em poucos meses. O Parque Nacional do Juruena contabilizou uma alta de 660% na supressão de vegetação motivada pela atividade garimpeira, conforme apontam as conclusões de um estudo conjunto elaborado pela Amazon Conservation e pelo Instituto Centro de Vida (ICV).

Paralelamente, o Parque Estadual Igarapés do Juruena também sofreu com a degradação decorrente da mesma prática, registrando uma ampliação de 408% nas áreas afetadas. Ambas as reservas formam um corredor ecológico estratégico para a conservação ambiental na porção sul da floresta amazônica, desempenhando papel vital na proteção contra o avanço de ilícitos na região.

O mapeamento detalhado baseou-se em alertas gerados pela iniciativa MAAP e cruzados com registros oficiais públicos, metodologia detalhada pelo coordenador do ICV, Vinícius Silgueiro. No Parque Nacional, a destruição concentrou-se no setor sudoeste, saltando de 10,5 para 79,5 hectares entre agosto de 2025 e abril de 2026. Já na unidade estadual, a mancha de garimpo avançou de 8,6 para 43,7 hectares na região centro-sul entre junho de 2025 e março de 2026.

As consequências dessa pressão antrópica incluem danos severos aos ecossistemas, como assoreamento de rios, poluição hídrica e riscos de contaminação por mercúrio, ameaçando a fauna e os moradores tradicionais. O histórico de fiscalização aponta que órgãos federais e estaduais, como ICMBio, Ibama e Sema-MT, já deflagraram diversas operações de combate ao garimpo nessas áreas ao longo dos últimos anos.

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