Alcino Barcelos questiona operação do Naco em Pontes e Lacerda
Candidato a deputado estadual gravou vídeo para rebater mandados cumpridos em sua residência e criticou timing da investigação eleitoral.
O ex-chefe do Executivo municipal de Pontes e Lacerda e candidato a deputado estadual Alcino Barcelos manifestou publicamente sua indignação após ser alvo de mandados judiciais cumpridos em solo mato-grossense. A ofensiva policial ocorreu na última sexta-feira e mobilizou equipes do Núcleo de Ações de Competência Originária, órgão vinculado ao Ministério Público do estado.
Através de uma gravação veiculada enquanto retornava ao município, o político questionou abertamente o período escolhido para a execução das ordens, apontando a proximidade com o pleito eleitoral. Na manifestação, ele relatou a presença policial em sua residência a poucos dias da votação e argumentou que a medida representaria o uso inadequado do sistema judicial.
A investigação comandada pelo parquet estadual concentra-se em contratos firmados entre a prefeitura e a empresa Concretubos Pré-Moldados Ltda., abrangendo o período entre 2017 e 2024. De acordo com o órgão ministerial, foram identificados sete acordos contratuais, sendo cinco deles celebrados nos anos de 2022 e 2023, cujos montantes atingiram a marca de R$ 5,78 milhões após correções monetárias.
Durante o desabafo em vídeo, o ex-prefeito saiu em defesa da empresa citada nas apurações, classificando-a como um empreendimento de pequeno porte que atuava em pregões regulares. Além disso, comentou sobre os itens apreendidos em seu domicílio, mencionando uma arma antiga de herança familiar desmuniciada e quantias em dinheiro guardadas em seu quarto, cuja presença buscou justificar.
As apurações em curso também examinam transações financeiras atípicas e a aquisição de uma propriedade rural negociada mediante o suposto repasse de cem cabeças de gado, operação que carece de registros pecuários oficiais compatíveis segundo o Naco. A execução das medidas contou com a colaboração operacional da Polícia Civil e da Controladoria-Geral do Estado, enquanto as suspeitas seguem sob análise sem implicar condenação prévia.














