Bens de candidatos em MT variam de R$ 88 milhões a zero
Justiça Eleitoral revela discrepâncias expressivas nas finanças de postulantes à Assembleia Legislativa no estado.
A corrida eleitoral para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso revela um cenário de grande disparidade financeira entre os postulantes do PSDB. Documentos enviados à Justiça Eleitoral mostram que o patrimônio declarado pelos concorrentes vai desde quantias milionárias até a ausência total de bens registrados para a disputa deste ano.
O maior montante informado pertence ao médico e ex-vice-prefeito de Cáceres, Dr. Odenilson, que lidera o ranking com mais de R$ 88,9 milhões. Grande parte dessa cifra está concentrada em um único terreno e imóvel residencial no município. O valor representa uma alta expressiva em relação ao pleito de 2020, quando seus bens somavam cerca de R$ 2,6 milhões.
Logo abaixo na lista aparece o deputado estadual e dirigente partidário Carlos Avallone, candidato à reeleição com R$ 33,2 milhões em participações societárias, imóveis e aplicações. Outros nomes de destaque no estado também divulgaram fortunas baseadas em propriedades rurais, empresas e frotas de veículos, a exemplo do parlamentar Chico Guarnieri e do ex-prefeito Carlos Sirena.
Em contrapartida, na outra ponta da relação oficial repassada ao Tribunal Superior Eleitoral, três candidatas optaram por não registrar nenhuma propriedade ou capital em seus nomes para o pleito. A relação completa com o detalhamento financeiro de todos os concorrentes está disponível publicamente nos sistemas da Justiça Eleitoral.















