Cristiano Dresch acusa estelionato esportivo no futebol do MT
Dirigente do clube mato-grossense critica gestão financeira de equipes tradicionais que continuam contratando atletas com salários altos.
O cenário financeiro do futebol brasileiro voltou a ser alvo de duras críticas por parte da diretoria do Cuiabá. O presidente do clube mato-grossense, Cristiano Dresch, apontou falhas graves na regulação econômica das equipes nacionais e classificou a conduta de alguns adversários como um verdadeiro estelionato esportivo, destacando o impacto negativo para os times que mantêm as contas equilibradas no estado.
Segundo o dirigente, equipes como o próprio Cuiabá, além de Mirassol e Remo, realizam sacrifícios financeiros constantes para honrar compromissos em dia, enquanto concorrentes acumulados em dívidas milionárias seguem reforçando seus plantéis com salários elevados. O cartola mencionou valores pendentes referentes a negociações de atletas que ultrapassam a marca de R$ 40 milhões no total acumulado com diferentes instituições esportivas.
Entre as pendências destacadas está o débito milionário do Santos relacionado à transferência do zagueiro Joaquim e à participação nos lucros de revenda ao exterior. Recentemente, a entidade máxima do futebol nacional determinou a quitação de uma quantia superior a R$ 18 milhões por parte da equipe paulista, cujo vencimento final da última parcela ocorreu no início do ano anterior.
A lista de cobranças pendentes também inclui valores não repassados pelo Corinthians referentes à venda do volante Raniele, cujo pagamento foi diluído em parcelas de longo prazo sem incidência de juros expressivos. Outras agremiações, a exemplo do Sport e do Grêmio, também aparecem na relação de devedores por negociações anteriores envolvendo atletas do clube auriverde.
Para a cúpula diretiva do time de Mato Grosso, a tolerância regulatória com clubes inadimplentes gera uma distorção competitiva insustentável na tabela de classificação. Enquanto equipes disciplinadas financeiramente enfrentam risco de rebaixamento, adversários com rombos orçamentários continuam contratando e mantendo vantagens esportivas de forma injusta.















