Cristiano Dresch aponta estelionato esportivo no futebol de MT

Dirigente do clube mato-grossense expõe rombo superior a R$ 40 milhões em transferências não pagas por equipes da elite nacional.

Por Redação • 24/09/2026 14:39 • 7 acessos
Cristiano Dresch aponta estelionato esportivo no futebol de MT

A gestão financeira do futebol brasileiro voltou a ser alvo de duras críticas públicas por parte do comando do Cuiabá, que atua na elite do esporte em Mato Grosso. A reclamação central aponta para uma concorrência desleal motivada por equipes que acumulam débitos expressivos com o clube auriverde, mas mantêm o poder de fogo para trazer reforços de salários elevados. Para a diretoria local, a falta de punições severas e de controle efetivo sobre os gastos gera um cenário de desequilíbrio na tabela de classificação do campeonato nacional.

Entre os principais alvos das cobranças estão instituições como Santos, Corinthians, Vasco, Botafogo, Sport e Grêmio. O caso mais emblemático envolve o clube paulista da baixada santista, que recentemente foi condenado pela Confederação Brasileira de Futebol a quitar um valor superior a R$ 18,6 milhões pela aquisição do zagueiro Joaquim e por repasses referentes a uma negociação internacional. A última fatia dessa obrigação venceu no início de 2025, mas os valores seguem pendentes nos cofres da agremiação do estado.

O dirigente máximo da equipe mato-grossense classificou a situação como um verdadeiro estelionato esportivo. Enquanto times organizados da cidade e de outras regiões mantêm as contas equilibradas e cumprem rigorosamente com as folhas de pagamento, concorrentes inadimplentes continuam em campo disputando posições privilegiadas na tabela. Para exemplificar o problema, foram citados investimentos pesados em novos atletas mesmo diante de processos de recuperação judicial e acordos coletivos repletos de facilidades para os devedores.

O passivo acumulado por diversas instituições com o representante de Mato Grosso já ultrapassa a marca de R$ 40 milhões. Esse montante faz falta para o planejamento interno, que atualmente lida com um orçamento severamente comprometido. O Corinthians, por exemplo, teve uma pendência pela compra de um volante empurrada para um plano de parcelamento estendido até a próxima década, sem a incidência de juros reais, e mesmo assim falhou em honrar a fatia que venceu no mês de julho.

A lista de cobranças pendentes ainda engloba valores na casa dos R$ 6 milhões devidos pelo Sport pela transferência de um lateral, além de litígios jurídicos envolvendo o Grêmio para a validação de créditos adicionais. Enquanto a indefinição persiste nos tribunais desportivos, o clube mato-grossense segue cobrando mudanças urgentes nas diretrizes de licenciamento e fair play financeiro, alertando que o modelo atual premia o calote e prejudica agremiações que honram seus compromissos em dia.

Este conteúdo foi publicado originalmente por Olhar Direto e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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