Dresch aponta estelionato esportivo de clubes devedores em MT
Dirigente cobra fiscalização rigorosa após condenação da CBF e aponta prejuízos para agremiações que mantêm as contas equilibradas.
O cenário financeiro do futebol brasileiro voltou a ser alvo de duras críticas por parte da diretoria do Cuiabá. Em declarações recentes, a liderança máxima do clube mato-grossense classificou como injusta a atuação de equipes que acumulam débitos expressivos, mas continuam investindo pesado em reforços de alto custo para as competições nacionais.
O descontentamento ganhou força após a CBF determinar a quitação de uma quantia superior a R$ 18 milhões relacionada à transferência do zagueiro Joaquim. O valor inclui transações anteriores e participação em negociações internacionais, montante que permanece pendente e impacta diretamente o planejamento financeiro da instituição no estado de Mato Grosso.
Além do caso envolvendo a equipe paulista, o dirigente apontou pendências financeiras ligadas a outros tradicionais concorrentes do cenário nacional. As perdas acumuladas com transações de atletas, como os valores referentes ao volante Raniele e ao lateral Matheus Alexandre, somadas a litígios com outras agremiações, ultrapassam a marca de R$ 40 milhões.
Para a gestão do time auriverde, a permissão para que instituições sob recuperação judicial ou com passivos expressivos sigam contratando atletas com vencimentos elevados fere a ética da competição. O reflexo direto recai sobre agremiações que honram compromissos regularmente, mas acabam em desvantagem técnica e econômica ao longo do campeonato.
A cobrança pública busca evidenciar falhas estruturais nos mecanismos de controle econômico do esporte. Enquanto o caixa da equipe mato-grossense permanece sob forte pressão devido aos valores em aberto, o debate sobre fair play financeiro ganha urgência diante do risco de insolvência para quem mantém a gestão regularizada.















