Perícia aponta falhas na rede elétrica em Lucas do Rio Verde
Laudo técnico encomendado pelo Ministério Público revela falhas na distribuição de energia e pode resultar em cobranças e novas exigências para a Energisa.
As recorrentes falhas no fornecimento de energia elétrica em Lucas do Rio Verde voltaram a ser o centro das atenções após a realização de uma perícia técnica contratada pelo Ministério Público de Mato Grosso. Moradores de diferentes bairros do município vinham relatando instabilidades no serviço e prejuízos causados pela queima de equipamentos eletrônicos.
A revelação sobre o estudo foi feita pelo vereador Márcio Albieri após uma reunião com a Promotoria de Justiça. De acordo com o parlamentar, engenheiros especializados foram contratados para examinar a infraestrutura de distribuição e identificar as causas reais das interrupções frequentes na cidade.
Segundo o vereador, a análise aprofundada demonstrou que as ocorrências vão além das justificativas apresentadas pela concessionária responsável pelo serviço. “Nem tudo que a Energisa falou é o motivo do problema. Tem mais problemas aí que foram apontados nesse estudo técnico, e eles vão ter que fazer muito investimento aqui em Lucas do Rio Verde”, declarou o parlamentar.
Entre as intervenções apontadas como necessárias pela avaliação técnica estão a substituição de transformadores, a troca de fiação e melhorias estruturais nos alimentadores da rede elétrica. O Ministério Público analisa agora se adotará medidas judiciais ou se firmará um Termo de Ajustamento de Conduta para obrigar a empresa a realizar as obras.
As reclamações da população local não são recentes e englobam anos de cobranças por melhorias, incluindo abaixo-assinados e audiências públicas. Embora algumas intervenções pontuais tenham sido feitas pela concessionária ao longo do tempo, o parlamentar avalia que as ações ainda são insuficientes para acompanhar o rápido crescimento populacional e econômico do município.
Diante desse cenário, autoridades locais cobram que a empresa amplie os aportes financeiros na infraestrutura urbana, reforçando que a prestação de um serviço essencial exige rigor e comprometimento com os consumidores. “Se o cidadão de bem luverdense deixar de pagar um mês, eles já vão lá e cortam. Então, ninguém está aqui pedindo favor para a Energisa”, afirmou Albieri.















