Pivetta acusa senadores de rabo preso e cobra reação em MT
Durante ato cívico em Cuiabá, candidato à reeleição pediu troca de parlamentares e defendeu a renovação das cadeiras no Senado.
Durante as celebrações da Independência do Brasil em Cuiabá, o governador Otaviano Pivetta direcionou duras críticas ao Congresso Nacional e defendeu uma reformulação completa no Senado Federal. Candidato à reeleição, o chefe do Executivo estadual argumentou que a atual formação legislativa falha em refletir os anseios da sociedade e carece de autonomia para cumprir suas prerrogativas constitucionais.
Ao abordar o papel do Poder Judiciário, Pivetta resgatou a confiança nas instituições democráticas e classificou o Supremo Tribunal Federal como um dos pilares do regime republicano. No entanto, o governador rapidamente redirecionou o foco de suas críticas para os senadores, lembrando que cabe privativamente àquela Casa legislativa processar magistrados da Suprema Corte por eventuais crimes de responsabilidade.
Segundo a avaliação do político, a ausência de posicionamentos firmes ou investigações decorre de compromissos escusos assumidos por parte dos parlamentares. Ele utilizou termos fortes para justificar a inércia legislativa, afirmando que muitos ocupantes de cargos federais estariam com a atuação engessada por interesses particulares após receberem o mandato popular.
O cenário político estadual e nacional entra em forte ebulição com a proximidade do pleito de outubro de 2026, momento em que o eleitorado local renovará duas cadeiras no Senado Federal. A disputa eleitoral envolve diferentes correntes partidárias, incluindo a chapa governista alinhada a Mauro Mendes e Margareth Buzetti, além de adversários como Wellington Fagundes e demais concorrentes registrados na disputa.
Diante desse panorama, o governador intensificou o discurso de apelo popular pela troca de representantes na esfera federal. Para ele, o próximo pleito representa a oportunidade ideal para substituir os atuais mandatários e eleger novos nomes capazes de restabelecer a independência institucional almejada pela população do estado.















