Projeto de R$ 22 bi quer criar etanolduto ligando Sinop a SP

Nova estrutura logística planejada pela Inpasa busca conectar a produção do Centro-Oeste ao Sudeste e já passou por etapas iniciais no Ibama.

Por Redação • 18/09/2026 17:07 • 123 acessos
Projeto de R$ 22 bi quer criar etanolduto ligando Sinop a SP

Um ambicioso plano de infraestrutura voltado ao transporte de combustíveis foi desenhado para conectar a produção do Centro-Oeste diretamente ao mercado do Sudeste. Batizada de Projeto Pascal, a iniciativa é estruturada pela Inpasa e prevê um aporte financeiro estimado em R$ 22 bilhões.

A proposta consiste na instalação de duas tubulações paralelas que somarão aproximadamente 2,1 mil quilômetros de extensão. O traçado principal pretende unir o município mato-grossense de Sinop à cidade paulista de Paulínia, acompanhando principalmente a rodovia BR-163 até Campo Grande e, na sequência, utilizando a faixa de servidão do Gasoduto Bolívia-Brasil.

O planejamento logístico divide a capacidade dos dutos em duas frentes distintas. Uma das tubulações será dedicada a escoar 13,3 milhões de metros cúbicos de etanol a partir da região produtora até Paulínia, com perspectiva de escoamento futuro em direção ao Porto de Santos. No sentido inverso, a outra estrutura movimentará 6,6 milhões de metros cúbicos de derivados de petróleo com destino aos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

O avanço dessa matriz energética acompanha o forte crescimento do biocombustível de milho, setor que registrou a construção de 15 usinas na região ao longo dos últimos cinco anos. Os dados técnicos do empreendimento já foram protocolados junto ao Ibama para dar início ao processo de licenciamento ambiental federal, fase em que o órgão regulador mapeou áreas urbanizadas, zonas úmidas, rios e trechos de vegetação nativa que exigirão atenção especial.

Além de otimizar o fluxo de mercadorias, a operação projeta retirar das estradas cerca de 225 mil viagens de caminhão anualmente, o que evitaria a emissão de aproximadamente 500 mil toneladas de carbono por ano. Durante o período de obras, estimado em cinco anos, a construtora prevê uma média de quatro mil vagas de trabalho, com expectativa de pico alcançando oito mil postos ocupados.

Este conteúdo foi publicado originalmente por MT Econômico e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

Primavera do Leste

Mato Grosso