Secretário rebate Wellington sobre emendas parlamentares em Mato Grosso
Marcelo de Oliveira afirmou que verbas anunciadas não chegaram aos municípios e criticou promessas eleitorais.
A gestão estadual de Mato Grosso entrou em atrito com o cenário eleitoral nesta quinta-feira (10) após declarações do secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, questionarem a eficácia de emendas parlamentares divulgadas pelo senador e candidato ao Governo, Wellington Fagundes. A polêmica surgiu depois que o parlamentar apontou a construção de pontes e melhorias viárias em cidades locais financiadas por suas verbas.
Em resposta às propagandas, o titular da pasta de infraestrutura sustentou que o governo estadual não aguardou o repasse dos valores federais para tocar os projetos. Conforme o secretário, das sessenta pontes citadas pelo parlamentar, apenas nove receberam efetivamente o dinheiro, enquanto a pavimentação urbana ficou sem nenhum repasse financeiro.
Como exemplo prático da demora, o gestor citou o município de Diamantino, onde o estado espera desde 2021 por verbas destinadas a asfalto e drenagem, obrigando a administração a bancar os serviços por meio de convênio próprio. Situação semelhante ocorre em frentes de trabalho nas cidades de Cáceres e Nova Lacerda, além do bairro Jardim Mossoró, na capital.
O representante do Executivo estadual enfatizou que os projetos em andamento utilizam verbas do próprio tesouro e do Fethab. Ele alertou que, caso o dinheiro das emendas seja liberado futuramente, os montantes precisarão ser devolvidos, uma vez que as intervenções já estarão finalizadas pela administração regional.
Por fim, o secretário criticou a postura de figuras políticas durante o período de campanha e destacou os avanços na malha viária local nos últimos anos. De acordo com os dados apresentados, a gestão dobrou o volume de rodovias pavimentadas no estado e ampliou o asfalto em diversas localidades sem depender das articulações financeiras questionadas.















