Cáceres completa 248 anos com maior rebanho bovino e olho no Pacífico
Município estratégico às margens do rio Paraguai combina tradição pantaneira, expectativas de industrialização e desafios na segurança pública.
Fundada em 6 de outubro de 1778 pelo governador Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, a cidade mato-grossense alcança 248 anos de história equilibrando sua herança colonial com a vocação para o desenvolvimento regional. Localizada na fronteira com a Bolívia e banhada pelo rio Paraguai, a localidade abriga atualmente 91.909 habitantes e funciona como uma das principais portas de entrada para o Pantanal.
A economia do município tem na pecuária sua base mais sólida. Pelas pastagens e fazendas da região espalha-se um rebanho estimado em 1,4 milhão de bovinos, conferindo à cidade o título de maior produtor bovino de Mato Grosso. Além disso, o turismo ecológico e cultural ganha força com atrativos como o Festival Internacional de Pesca Esportiva (FIPe), evento de projeção internacional realizado anualmente nas águas do rio Paraguai.
No cenário industrial e comercial, o município aposta em inovações para impulsionar a economia local e internacional. Está prevista para o dia 19 de outubro a inauguração do primeiro free shop terrestre do estado, permitindo compras variadas de até US$ 500 por CPF. Paralelamente, a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) Engenheiro Adilson Reis começa a dar os primeiros passos para atrair indústrias voltadas aos mercados sul-americano e asiático.
Á margem das oportunidades econômicas, a posição geográfica na linha internacional traz desafios complexos de segurança pública. O território é frequentemente utilizado por organizações criminosas para o tráfico transnacional de entorpecentes, resultando em prisões frequentes de pessoas transportando drogas pela fronteira, um problema que mobiliza as autoridades locais.
A infraestrutura urbana também convive com contrastes, apresentando deficiências históricas no tratamento de esgoto e na universalização da água, o que afeta diretamente o ecossistema fluvial. Mesmo assim, o município mantém sua relevância como polo de saúde e educação para dezenas de cidades vizinhas, além de depositar esperanças de expansão comercial na consolidação futura do Corredor Bioceânico rumo ao Oceano Pacífico.















