Surucucu-pico-de-jaca é capturada em Alta Floresta

Animal peçonhento de grande porte foi localizado em avenida após ser avistado por motociclista; corporação avalia envio para instituto.

Por Redação • 26/10/2026 13:47 • 15 acessos
Surucucu-pico-de-jaca é capturada em Alta Floresta

Uma serpente da espécie surucucu-pico-de-jaca, com aproximadamente 1,90 metro de comprimento, foi capturada pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso na noite de sábado. O atendimento ocorreu em uma via pública de Alta Floresta, localizada no norte do estado, após o acionamento por parte de um motociclista que avistou o animal.

A ocorrência foi registrada por volta das 20h na Avenida Teles Pires, nas proximidades do antigo Floresta Amazônica Hotel. Uma equipe da 7ª Companhia Independente Bombeiro Militar deslocou-se até o endereço e encontrou a serpente diretamente sobre uma das faixas de trânsito da via.

O animal foi identificado como Lachesis muta, reconhecida como uma das serpentes peçonhentas de maior porte em todo o continente americano. Diante do risco iminente de acidentes para motoristas e pedestres que circulavam pela região, os militares empregaram equipamentos específicos para a contenção, como pinção e gancho herpetológico.

Após a captura segura, a serpente foi acomodada em um recipiente apropriado e levada inicialmente para a sede da unidade dos bombeiros. A corporação passou a avaliar a destinação mais adequada para o exemplar, considerando a soltura em habitat natural ou o envio a uma instituição especializada.

De acordo com a 7ª CIBM, há tratativas para encaminhar o animal ao Instituto Vital Brazil, situado em Niterói, no Rio de Janeiro. A entidade já havia demonstrado interesse prévio em receber exemplares da espécie para a realização de extração de peçonha e fabricação de soro antilaquético, embora o procedimento dependa de autorizações ambientais e trâmites legais.

Especialistas lembram que a surucucu-pico-de-jaca pertence à família Viperidae e habita preferencialmente florestas tropicais úmidas. Em Alta Floresta, a proximidade e a presença de áreas de vegetação amazônica remanescente dentro do perímetro urbano contribuem para o surgimento ocasional desses animais perto de zonas residenciais e comerciais.

Dados históricos da companhia de bombeiros local indicam uma média de duas a três ocorrências anuais de captura dessa espécie na região, embora a corporação observe uma tendência de queda nesses chamados nos últimos anos. A preservação de ambientes florestais maduros é apontada como fator essencial para a manutenção das populações da espécie.

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