STJ mantém prisão de missionária investigada por facção em MT

Decisão do STJ rejeitou liminar para soltar investigada por suposta ligação com facção criminosa e lavagem de dinheiro em Mato Grosso.

Por Redação • 26/10/2026 10:00 • 9 acessos
STJ mantém prisão de missionária investigada por facção em MT

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um pedido de liminar e manteve a prisão de Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida, missionária evangélica investigada por suposta ligação com uma facção criminosa em Mato Grosso. A decisão foi publicada pelo ministro Messod Azulay Neto, que entendeu não haver ilegalidade evidente na medida ou elementos suficientes para conceder a liberdade imediata.

Rhavenna está presa preventivamente desde o dia 16 de julho, por ordem do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá. A prisão ocorreu no desdobramento de uma investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) durante a Operação Fariseus.

No recurso enviado ao STJ, a defesa da investigada argumentou que faltavam contemporaneidade nos motivos da prisão e fundamentação adequada, além de alegar ausência de risco caso ela respondesse ao processo em liberdade. Os advogados também pediram a conversão da prisão preventiva em domiciliar e citaram o princípio da isonomia em relação a outros investigados.

Antes de chegar ao STJ, a defesa já havia tentado a liberação por meio de um habeas corpus no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), mas o pedido foi negado. Com a recente decisão de manter a custódia, o relator solicitou informações ao juízo de primeiro grau e o caso será encaminhado ao Ministério Público Federal antes do julgamento definitivo.

A investigação aponta que a missionária é uma das seis pessoas que se tornaram rés em uma ação penal por suposta lavagem de dinheiro e atuação em favor de uma facção criminosa. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso, o projeto missionário "Resgatando Vidas", que atuava na Penitenciária Central do Estado, teria sido utilizado para facilitar o contato com presos e transmitir recados, além de movimentações financeiras suspeitas. ]>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

Este conteúdo foi publicado originalmente por Repórter MT e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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